Muitos de vocês, caros leitores, já ouviram um mantra pessimista dizendo que cultura no Brasil não dá dinheiro. Nós temos feito tudo que podemos para exorcizar esta terrível maldição.
Mas, a resposta convincente está chegando através dos empreendedores culturais brasileiros: vejamos a razão de meu entusiasmo! Na semana passada, muitos assistiram pela TV a um vídeo do show do Roberto Carlos em Jerusalém. Não discuto gosto, eu sou louco pelo rei, mas admito que alguns de vocês possam não ter o mesmo entusiasmo, mas certamente todos irão reconhecer que a ideia de fazer aquele espetáculo, com um grande público e fazer a transmissão para diversos países é no mínimo uma inovação para os padrões do show business e resultou num sucesso que certamente nos fez esquecer a crise por algumas horas.
Quando ligo a TV e vejo o anúncio do RockInRio, já tão próximo e com Roberto Medina expressamente combatendo a maldição ao empreendedorismo cultural, fico feliz por perceber que se trata de um espetáculo criado pela cabeça tupiniquim e aprimorado ao longo dos anos, transformando-se em um evento que vai deixar os amantes de seu tipo de música muito felizes em poder assistir a seus ídolos em grandiosos espetáculos.
Mas, eu não paro por aqui: o congestionamento neste final de semana na região da Barra e Recreio foi causado pela cultura: o sucesso de mais uma Feira do Livro no Rio de Janeiro encheu de alegria a garotada que pode comprar seus livrinhos, ver seus autores e curtir com eles as histórias infantis que tinham para contar.
Querem mais? Estamos com a crise da Orquestra Sinfônica Brasileira superada e com mais uma temporada em andamento, com concertos de sucesso inquestionável, sob a condução de seus novos e antigos, mas brilhantes músicos e maestros.
Aliás, no teatro estilo Broadway, acabamos de mostrar nossa competência: quem viu o “Violinista no telhado” sabe disso e quem não viu ainda não deve perder, saiu do Rio, lotado até a última apresentação, tomara que reapareça. Também temos o musical sobre o nosso Tim Maia que espero fique mais tempo no Rio, pois eu não consegui entrada e estou esperando um grande espetáculo.
Quem disse que empreendedorismo cultural não é bom negócio? Olha que eu nem disse tudo: o cinema brasileiro vem produzindo bons filmes e com sucesso de bilheteria. Está chegando uma safra que até acho que vou escrever um blog específico sobre o nosso cinema.
Muitos dirão que temos de descontar os incentivos culturais que alguns desses espetáculos recebem: eu pergunto se o Estado brasileiro não deveria incentivar nossos empreendedores culturais para que possam derramar seus empreendimentos de sucesso? Será que esses incentivos não acabarão voltando através de mais empregos, um povo capaz de acariciar seus valores culturais e até mesmo através de impostos sobre o consumo gerado? Ouço as vozes de nossos ícones concordando comigo: que saudades de Vinicius, de Tom, de Boal, de Eleazar de Carvalho, de Cacilda Becker. Certamente eles estão abençoando nossos empreendedores culturais e dizendo que lhes cabe uma enorme responsabilidade em usar bem os incentivos recebidos, em nome da arte!
Parabéns aos empreendedores culturais brasileiros que estão dando um tapa na crise! Cultura é um grande negócio no Brasil! Podemos fornecer para o mercado interno que é bem grande e também oferecer ao mercado externo, exportar a nossa arte e nosso jeito de fazer as pessoas terem prazer e alegria.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Pesquisa empreendedora ajuda o Brasil a se conhecer
A manchete que chamou a atenção foi: “Brasil ganha duas posições e sobe para 38º em ranking mundial de competitividade”. Mas, para chegar a esta conclusão é necessário que sejam levantados dados que permitam dar base a esta conclusão.
O IMD - International Institute for Management Development, importante escola de formação de executivos da Suíça, prestigiadíssima pelo seu ensino baseado estudos de casos e pelas suas pesquisas, em parceria com a FDC - Fundação Dom Cabral, possivelmente a escola de formação de executivos brasileira mais conceituada em padrões internacionais, desenvolveram pesquisas que permitiram mostrar como as empresas brasileiras estão, nesse momento, em indicadores que permitem compreender seus pontos fortes fracos e fortes, os aspectos que tem melhorado e aqueles que necessitam receber um tratamento de correção.
Essa pesquisa analisou 58 países do mundo: no aspecto “Eficiência dos Negócios”, o Brasil melhorou três posições em relação aos demais países pesquisados e passou a ocupar o 24º lugar. O PIB Brasileiro, ao redor de 1,6 trilhões de dólares, foi o 8º dentre os analisados.
Além dos números, sob o ponto de vista qualitativo, foi possível observar maior produtividade empresarial e capacidade de geração de empregos. Talvez seja o aspecto mais importante a comemorar. A classificação em si, atribuindo ao nosso país a 38ª colocação não é tão importante, estamos em tempos de muita mudança no mundo e este dado pode ser efêmero, pois se trata de uma comparação com situações momentâneas de 57 outras economias. Mas, o fato de melhorarmos em relação a nosso próprio desempenho tem um significado positivo indubitável.
O que podemos mais analisar é que continuamos a perder terreno pela nossa inércia em corrigir nossas tradicionais deficiências: por exemplo, em infraestrutura, perdemos 3 posições e estamos no 49º lugar; na saúde, também perdemos 3 posições e ocupamos a 53ª. Continuamos a investir pouco em educação básica, cerca de mil dólares ano por aluno, o que é metade do que nossos vizinhos (Argentina, Chile e México) disponibilizam por aluno a cada ano. Nem pensar em comparar com a Comunidade Européia, onde se investe seis vezes mais que no Brasil.
Agora, graças a pesquisas empreendedoras, temos os dados em nossa mão e só nos restar olhar para o que devemos fazer para reverter os números pouco promissores. Novamente, devemos usar os métodos que aprendemos no empreendedorismo: planejar, conseguir recursos para executar o plano e colocar em marcha, com persistência e continuidade, as ações para reverter esta situação crônica em que vivemos, sempre esperando que um milagre aconteça e que nossa infraestrutura deixe de ser nosso calcanhar de Aquiles.
O IMD - International Institute for Management Development, importante escola de formação de executivos da Suíça, prestigiadíssima pelo seu ensino baseado estudos de casos e pelas suas pesquisas, em parceria com a FDC - Fundação Dom Cabral, possivelmente a escola de formação de executivos brasileira mais conceituada em padrões internacionais, desenvolveram pesquisas que permitiram mostrar como as empresas brasileiras estão, nesse momento, em indicadores que permitem compreender seus pontos fortes fracos e fortes, os aspectos que tem melhorado e aqueles que necessitam receber um tratamento de correção.
Essa pesquisa analisou 58 países do mundo: no aspecto “Eficiência dos Negócios”, o Brasil melhorou três posições em relação aos demais países pesquisados e passou a ocupar o 24º lugar. O PIB Brasileiro, ao redor de 1,6 trilhões de dólares, foi o 8º dentre os analisados.
Além dos números, sob o ponto de vista qualitativo, foi possível observar maior produtividade empresarial e capacidade de geração de empregos. Talvez seja o aspecto mais importante a comemorar. A classificação em si, atribuindo ao nosso país a 38ª colocação não é tão importante, estamos em tempos de muita mudança no mundo e este dado pode ser efêmero, pois se trata de uma comparação com situações momentâneas de 57 outras economias. Mas, o fato de melhorarmos em relação a nosso próprio desempenho tem um significado positivo indubitável.
O que podemos mais analisar é que continuamos a perder terreno pela nossa inércia em corrigir nossas tradicionais deficiências: por exemplo, em infraestrutura, perdemos 3 posições e estamos no 49º lugar; na saúde, também perdemos 3 posições e ocupamos a 53ª. Continuamos a investir pouco em educação básica, cerca de mil dólares ano por aluno, o que é metade do que nossos vizinhos (Argentina, Chile e México) disponibilizam por aluno a cada ano. Nem pensar em comparar com a Comunidade Européia, onde se investe seis vezes mais que no Brasil.
Agora, graças a pesquisas empreendedoras, temos os dados em nossa mão e só nos restar olhar para o que devemos fazer para reverter os números pouco promissores. Novamente, devemos usar os métodos que aprendemos no empreendedorismo: planejar, conseguir recursos para executar o plano e colocar em marcha, com persistência e continuidade, as ações para reverter esta situação crônica em que vivemos, sempre esperando que um milagre aconteça e que nossa infraestrutura deixe de ser nosso calcanhar de Aquiles.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O Programa Crescer
A presidente Dilma Rousseff lançou em 24 de agosto o Programa de Microcrédito Orientado, que recebeu o nome de Programa Crescer. Seu objetivo é oferecer crédito a juros mais baixos para microempreendedores individuais e microempresas. Os juros serão de 8% ao ano, bem abaixo do que é praticado no mercado.
Nos próximos três anos, a expectativa do governo é atender 3,4 milhões de clientes, o que quadruplicaria o número de beneficiados por esse tipo de crédito, direcionados aos que tem pequenos negócios.
Sempre sou favorável a medidas que favoreçam aos empreendedores, mas também creio que é necessário compreendermos não só o alcance, mas também que parcela de empreendedores é atendida pela medida. O Ministro Guido Mantega afirmou: "O objetivo desse programa é estimular a população mais pobre (a criar microempresas) e gerar emprego nessa faixa de renda".
Uma boa parte de microempresas criadas no país é resultante do empreendedorismo por necessidade e seus criadores muitas vezes não formalizam tais empreendimentos e nem tem condições de abrir uma conta bancária. Esses empreendimentos possivelmente não poderiam usufruir dos benefícios dessa medida sem que antes satisfizessem estes requisitos.
O que leva o empreendedor por necessidade a abrir uma empresa, ainda que sem formalização, é a sua própria impossibilidade de se enquadrar nos requisitos do mercado de trabalho para conseguir um emprego, ainda que de modo informal. Muitas vezes falta-lhes a escolaridade mínima exigida para alcançar uma vaga de trabalho nesse mercado.
Certamente, uma parte das microempresas é criada para atender a mercados locais, sobretudo comercializando produtos fabricados ou produzidos por terceiros. Muitos desses empreendimentos constituem o pequeno comércio de muitas cidades. Para esses, o crédito deste programa pode ser útil e até mesmo induzir o empreendedor a formalizar seu empreendimento, abrir contas bancárias e operar de modo mais transparente.
Para que isso ocorra verdadeiramente e em escala, vai haver necessidade de um grande trabalho de apoio a esses empreendedores que necessitam se preparar para planejar e para fazer a gestão de seu micro empreendimento.
Caso este apoio não seja prestado na medida correta, o risco de não pagamento desses empréstimos poderá ser grande e esse fato será um desestímulo a abertura de novos empreendimentos.
Quanto à criação de postos de trabalho através de micro empreendimentos é algo que pode ser questionado: talvez seja mais provável que empreendimentos inovadores venham a ser uma fonte de geração de empregos mais eficaz. Governos, em geral, fomentam a criação de empreendimentos inovadores e baseados em tecnologia porque são capazes de criar mais empregos e de melhor remuneração. O objetivo é aumentar a renda média das pessoas e estimular pessoal melhor nível.
O que estamos ponderando, tem por objetivo minimizar o valor da medida governamental, ela tem seu espaço e vale a pena ser feita. Mas queremos reforçar a necessidade de se investir em empresas de base tecnológica ou inovadoras. Isso poderia ser feito com a mobilização da FINEP para dar continuidade ao Programa Prime, congelado desde 2010 e que certamente poderia ser uma fonte estimuladora da criação de novas empresas e da geração de muitos empregos qualificados.
Preocupa-me que se possa pensar que a medida de sucesso nas ações governamentais fique fixada na quantidade de empreendedores atendidos, o que seria uma compreensão errada, pois existe a necessidade de atender a muitos outros requisitos do empreendedorismo no país, com um elenco de medidas dirigidas a resolver uma diversidade de alternativas empreendedoras.
Nos próximos três anos, a expectativa do governo é atender 3,4 milhões de clientes, o que quadruplicaria o número de beneficiados por esse tipo de crédito, direcionados aos que tem pequenos negócios.
Sempre sou favorável a medidas que favoreçam aos empreendedores, mas também creio que é necessário compreendermos não só o alcance, mas também que parcela de empreendedores é atendida pela medida. O Ministro Guido Mantega afirmou: "O objetivo desse programa é estimular a população mais pobre (a criar microempresas) e gerar emprego nessa faixa de renda".
Uma boa parte de microempresas criadas no país é resultante do empreendedorismo por necessidade e seus criadores muitas vezes não formalizam tais empreendimentos e nem tem condições de abrir uma conta bancária. Esses empreendimentos possivelmente não poderiam usufruir dos benefícios dessa medida sem que antes satisfizessem estes requisitos.
O que leva o empreendedor por necessidade a abrir uma empresa, ainda que sem formalização, é a sua própria impossibilidade de se enquadrar nos requisitos do mercado de trabalho para conseguir um emprego, ainda que de modo informal. Muitas vezes falta-lhes a escolaridade mínima exigida para alcançar uma vaga de trabalho nesse mercado.
Certamente, uma parte das microempresas é criada para atender a mercados locais, sobretudo comercializando produtos fabricados ou produzidos por terceiros. Muitos desses empreendimentos constituem o pequeno comércio de muitas cidades. Para esses, o crédito deste programa pode ser útil e até mesmo induzir o empreendedor a formalizar seu empreendimento, abrir contas bancárias e operar de modo mais transparente.
Para que isso ocorra verdadeiramente e em escala, vai haver necessidade de um grande trabalho de apoio a esses empreendedores que necessitam se preparar para planejar e para fazer a gestão de seu micro empreendimento.
Caso este apoio não seja prestado na medida correta, o risco de não pagamento desses empréstimos poderá ser grande e esse fato será um desestímulo a abertura de novos empreendimentos.
Quanto à criação de postos de trabalho através de micro empreendimentos é algo que pode ser questionado: talvez seja mais provável que empreendimentos inovadores venham a ser uma fonte de geração de empregos mais eficaz. Governos, em geral, fomentam a criação de empreendimentos inovadores e baseados em tecnologia porque são capazes de criar mais empregos e de melhor remuneração. O objetivo é aumentar a renda média das pessoas e estimular pessoal melhor nível.
O que estamos ponderando, tem por objetivo minimizar o valor da medida governamental, ela tem seu espaço e vale a pena ser feita. Mas queremos reforçar a necessidade de se investir em empresas de base tecnológica ou inovadoras. Isso poderia ser feito com a mobilização da FINEP para dar continuidade ao Programa Prime, congelado desde 2010 e que certamente poderia ser uma fonte estimuladora da criação de novas empresas e da geração de muitos empregos qualificados.
Preocupa-me que se possa pensar que a medida de sucesso nas ações governamentais fique fixada na quantidade de empreendedores atendidos, o que seria uma compreensão errada, pois existe a necessidade de atender a muitos outros requisitos do empreendedorismo no país, com um elenco de medidas dirigidas a resolver uma diversidade de alternativas empreendedoras.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O PAC da Felicidade
Um aluno me perguntou o que eu acho da proposta do Senador Cristóvão Buarque de criar um PAC da Felicidade. Para ser sincero, não conheço o referido projeto e acho até que não consigo imaginá-lo. Mas, este ponto levantado pelo aluno me inspirou a fazer algumas reflexões que agora publico neste blog.
O ser humano, em cada momento de sua vida, pode imaginar qual é o seu PAC da Felicidade. Este Plano ou Programa deveria incluir os seus sonhos, as suas necessidades materiais e de realização e até mesmo os desejos de obter um determinado padrão de vida.
Entretanto, desenhar seu PAC da Felicidade é apenas um primeiro passo: ele não passa de um rol de desejos e isso não basta para chegarmos onde queremos. É necessário estabelecer um plano para atingir o que queremos, a partir daquela lista. Antes mesmo de criar o plano de realização, devemos avaliar se o que queremos é viável de ser alcançado num prazo razoável e se dispomos dos meios para tal. Assim, vamos necessitar priorizar os elementos do PAC da Felicidade e definir o seu conteúdo num intervalo de tempo.
Depois disso é que vamos cuidar do planejamento de como conseguir realizar os itens eleitos como prioridades do período.
Mas, não vai bastar planejar: é necessário esforço e persistência para implantar o planejado, viabilizar os recursos para isso e adquirir competência suficiente para gerenciar o projeto de implantação, que consiste em um conjunto de tarefas ordenadas a serem feitas numa ordem estabelecida pelo plano.
Mas, é exatamente isso que o empreendedor faz quando resolve criar um novo empreendimento. Nesse ponto, temos um ponto em comum entre o empreendedor e uma pessoa qualquer que queira tornar realidade seu PAC da Felicidade.
Entretanto, precisamos refletir que, mesmo que seja seguido este caminho com acerto total, a felicidade é algo que muda com o passar do tempo. Ao realizar a implantação de seu PAC da Felicidade, cada um de nós vai ter novos desejos e necessidades e sonhará novos sonhos, havendo a necessidade de preparar um novo PAC. Aliás, é isso que também ocorre com o empreendedor: quando seu empreendimento consegue realizar um plano de negócios, ele necessita preparar um novo em que contemplará as necessidades e desafios que a empresa vai enfrentar em seu caminho de desenvolvimento.
Um ser humano, empreendedor ou não, tem características comuns que não diferem muito. O PAC do Empreendedor é o seu empreendimento e talvez ele seja também seu PAC da Felicidade.
O ser humano, em cada momento de sua vida, pode imaginar qual é o seu PAC da Felicidade. Este Plano ou Programa deveria incluir os seus sonhos, as suas necessidades materiais e de realização e até mesmo os desejos de obter um determinado padrão de vida.
Entretanto, desenhar seu PAC da Felicidade é apenas um primeiro passo: ele não passa de um rol de desejos e isso não basta para chegarmos onde queremos. É necessário estabelecer um plano para atingir o que queremos, a partir daquela lista. Antes mesmo de criar o plano de realização, devemos avaliar se o que queremos é viável de ser alcançado num prazo razoável e se dispomos dos meios para tal. Assim, vamos necessitar priorizar os elementos do PAC da Felicidade e definir o seu conteúdo num intervalo de tempo.
Depois disso é que vamos cuidar do planejamento de como conseguir realizar os itens eleitos como prioridades do período.
Mas, não vai bastar planejar: é necessário esforço e persistência para implantar o planejado, viabilizar os recursos para isso e adquirir competência suficiente para gerenciar o projeto de implantação, que consiste em um conjunto de tarefas ordenadas a serem feitas numa ordem estabelecida pelo plano.
Mas, é exatamente isso que o empreendedor faz quando resolve criar um novo empreendimento. Nesse ponto, temos um ponto em comum entre o empreendedor e uma pessoa qualquer que queira tornar realidade seu PAC da Felicidade.
Entretanto, precisamos refletir que, mesmo que seja seguido este caminho com acerto total, a felicidade é algo que muda com o passar do tempo. Ao realizar a implantação de seu PAC da Felicidade, cada um de nós vai ter novos desejos e necessidades e sonhará novos sonhos, havendo a necessidade de preparar um novo PAC. Aliás, é isso que também ocorre com o empreendedor: quando seu empreendimento consegue realizar um plano de negócios, ele necessita preparar um novo em que contemplará as necessidades e desafios que a empresa vai enfrentar em seu caminho de desenvolvimento.
Um ser humano, empreendedor ou não, tem características comuns que não diferem muito. O PAC do Empreendedor é o seu empreendimento e talvez ele seja também seu PAC da Felicidade.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Como motivar empreendedores
Meus amigos, vocês talvez estejam pensando que me enganei no título do blog. Vivemos sempre louvando a capacidade dos empreendedores de motivar colaboradores, sócios, empregados, investidores, clientes para seu sonho ou sua ideia de negócio. Mas, estou me referindo ao momento atual em que o mundo está vivendo, com crise em quase toda parte e nos lugares que parecem menos ameaçados como o nosso Brasil, ainda assim há perspectivas de perdas e de problemas de desaceleração do desenvolvimento, com riscos de problemas gerados pela situação do mundo globalizado, onde se tem o fenômeno de irradiação de crises e de desaceleração da economia.
Vou buscar minha inspiração para aconselhar aos empreendedores e tentar lhes recuperar o ânimo no nosso físico maior: Albert Einstein. Dizia Einstein aos jovens: "É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la".
Frases de efeito podem muitas vezes nos levar a crer que são apenas palavras para gerar um ambiente mais para cima. Mas, essa reflete de modo mais profundo a realidade. O ser humano parece que tem uma bateria carregada com energia extra que é para ser usada somente em momentos difíceis. É quando dizemos que o ser humano se supera e faz o que normalmente ele não costuma conseguir: isso é muito comum em atletas que rendem em competições muito mais que em todos os seus treinamentos.
Mas, no caso do empreendedor ele tem uma razão a mais para se superar: o empreendedor conhece a inovação e sabe que este é o caminho onde encontramos o diferencial que irá separar do Oceano Vermelho e conduzir nossa empresa pelo Oceano Azul.
Vejam os exemplos que estão aí para confirmar essa afirmação: enquanto tantas empresas sofrem com a redução dos seus mercados, a Apple amplia suas vendas com o iPad e o iPod. O Google é outro exemplo: chegou depois na luta pelos “tablets” e poderia por isso ter que ficar no Oceano Vermelho, mas soube fazer seu caminho para o Oceano Azul através da inovação tecnológica, com o seu software Android, que em pouco tempo ultrapassou a liderança da Apple nas vendas. Com a aquisição da divisão Mobility da Motorola, responsável pela fabricação de celulares e “tablets”, por US$ 12,5 bilhões, a inovação tecnológica foi também complementada pela do modelo de negócios: a tecnologia foi colocada no mercado como software aberto e conquistou parceiros cujo objetivo é ganhar na fabricação do hardware, onde o Android estará instalado.
Talvez alguns de meus amigos empreendedores possam estar pensando que essas ideias se aplicam exclusivamente a engenhos tecnológicos e que nos empreendimentos menos sofisticados não há saída por esse caminho. Eu até concordo que essa possa ser uma afirmação parcialmente correta. Mas, em negócios chamados simples também há espaço para inovar: estava vendo TV num momento de lazer e um programa mostrava uma empresa que conseguira fazer uma economia de 10% no custo pela inovação na embalagem de um produto alimentício, desses vendidos em todos os supermercados e que tem dezenas de concorrentes. Com isso, o consumidor poderá comprar o produto em uma embalagem que parece ser superior que a anterior, custando mais barato e, portanto, poderá competir em melhores condições.
É muito importante observarmos o momento, entendermos seus efeitos e riscos, e, depois, colocarmos a crise de lado e usarmos nossa energia para encontrar saídas para direcionar nosso empreendimento no caminho do sucesso, apesar do ambiente aparentemente adverso.
Vou buscar minha inspiração para aconselhar aos empreendedores e tentar lhes recuperar o ânimo no nosso físico maior: Albert Einstein. Dizia Einstein aos jovens: "É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la".
Frases de efeito podem muitas vezes nos levar a crer que são apenas palavras para gerar um ambiente mais para cima. Mas, essa reflete de modo mais profundo a realidade. O ser humano parece que tem uma bateria carregada com energia extra que é para ser usada somente em momentos difíceis. É quando dizemos que o ser humano se supera e faz o que normalmente ele não costuma conseguir: isso é muito comum em atletas que rendem em competições muito mais que em todos os seus treinamentos.
Mas, no caso do empreendedor ele tem uma razão a mais para se superar: o empreendedor conhece a inovação e sabe que este é o caminho onde encontramos o diferencial que irá separar do Oceano Vermelho e conduzir nossa empresa pelo Oceano Azul.
Vejam os exemplos que estão aí para confirmar essa afirmação: enquanto tantas empresas sofrem com a redução dos seus mercados, a Apple amplia suas vendas com o iPad e o iPod. O Google é outro exemplo: chegou depois na luta pelos “tablets” e poderia por isso ter que ficar no Oceano Vermelho, mas soube fazer seu caminho para o Oceano Azul através da inovação tecnológica, com o seu software Android, que em pouco tempo ultrapassou a liderança da Apple nas vendas. Com a aquisição da divisão Mobility da Motorola, responsável pela fabricação de celulares e “tablets”, por US$ 12,5 bilhões, a inovação tecnológica foi também complementada pela do modelo de negócios: a tecnologia foi colocada no mercado como software aberto e conquistou parceiros cujo objetivo é ganhar na fabricação do hardware, onde o Android estará instalado.
Talvez alguns de meus amigos empreendedores possam estar pensando que essas ideias se aplicam exclusivamente a engenhos tecnológicos e que nos empreendimentos menos sofisticados não há saída por esse caminho. Eu até concordo que essa possa ser uma afirmação parcialmente correta. Mas, em negócios chamados simples também há espaço para inovar: estava vendo TV num momento de lazer e um programa mostrava uma empresa que conseguira fazer uma economia de 10% no custo pela inovação na embalagem de um produto alimentício, desses vendidos em todos os supermercados e que tem dezenas de concorrentes. Com isso, o consumidor poderá comprar o produto em uma embalagem que parece ser superior que a anterior, custando mais barato e, portanto, poderá competir em melhores condições.
É muito importante observarmos o momento, entendermos seus efeitos e riscos, e, depois, colocarmos a crise de lado e usarmos nossa energia para encontrar saídas para direcionar nosso empreendimento no caminho do sucesso, apesar do ambiente aparentemente adverso.
sábado, 13 de agosto de 2011
Onde estamos em Educação à Distância
Meus amigos, quem for distraído pode não se dar conta da evolução do ensino à distância. Hoje em dia há inúmeros cursos de graduação que são total ou parcialmente nessa modalidade.
Em algumas Universidades que tem se dedicado a desenvolver esta área, a quantidade de alunos matriculados em cursos à distância cresce mais a cada ano do que em cursos presenciais.
Dentro de pouco tempo teremos algumas Universidade brasileiras com mais matriculas em cursos à distância do que nos presenciais.
Muitas reflexões são cabíveis: talvez a primeira seja sobre a qualidade. O material didático que tenho visto em ensino a distancia é em geral melhor do que o apresentado pelos professores no presencial. Estou me referindo ao usado na aula e naquele distribuído aos alunos.
Posso me enganar, mas pelo que vi os alunos matriculados em cursos à distância costumam ser mais estimulados a ler do que os nos presenciais. A leitura de livros, elemento indispensável para a aprendizagem, está mais bem contemplada nos cursos a distância do que nos presenciais: os “tablets” podem até ajudar na sua ampliação.
Outro aspecto que pode ser levantado no quesito qualidade, diz respeito ao atendimento ao aluno: eu tenho experimentado exercer a função denominada “professor online” e tenho percebido que os alunos mais interessados chegam a se comunicar comigo mais de três vezes por semana, com suas perguntas, textos postados em fóruns e questionamentos durante o estudo do material didático. Não os percebo distantes e acho que eles não me percebem ausente.
Muitos trazem questionamentos que mostram seu pouco preparo para enfrentar a disciplina e outros fazem perguntas de um nível bastante alto. Numa sala de aula, um ou outro acabaria por se intimidar em fazer suas perguntas.
Não me parece incomum que um aluno que começa o curso com menos base do que a média consiga, pelo seu esforço, se recuperar e ultrapassar as barreiras e se posicionar entre os melhores da turma. Será que nos cursos presenciais isso é comum? Creio que não: o mais provável é aquele que está mais atrás desistir.
Vocês devem estar pensando que sou um entusiasta do ensino pela Internet e que por isso só vejo os lados positivos desta modalidade. Francamente, isso é parcialmente a verdade: acredito nesta forma de aprendizagem e creio que o progresso do ensino a distância até hoje já o fez ficar em pé de igualdade com o presencial, em termos de qualidade.
A questão é que, graças ao progresso tecnológico, o ensino a distância ainda vai evoluir muito, enquanto que o presencial cada vez mais encontra barreiras, até mesmo fora de seu escopo: por exemplo, a dificuldade de locomoção nas cidades, praticamente gera uma equação em que se gasta mais tempo no trânsito do que em sala de aula!
Enquanto isso, o ensino a distância já está se preparando para colocar os alunos e professores se comunicando ao vivo, a um custo baixo e com uma qualidade elevada. A experiência de bons profissionais pode ganhar uma roupagem didática por especialistas em educação, produzindo programas adequados a essa modalidade de transmissão e acesso ao conhecimento.
Não entendo que o ensino presencial vá acabar ou que os alunos não mais irão à escola ou à universidade. A solução do ensino tende a compatibilizar as duas modalidades, reservando à parte presencial o que realmente ela possa trazer de melhor. Talvez se torne comum, nesse ambiente hibrido para o qual imagino estarmos caminhando, que os alunos compareçam a escola para se reunir com o professor e debater soluções com os colegas para um estudo de caso ou para fazer trabalhos práticos que requerem o diálogo.
Os empreendedores que cuidam da educação e do planejamento de escolas e universidades devem aprofundar sua maneira de ver a forma como serão usados os recursos para o processo de aprendizagem dos seus alunos. Este pode ser o diferencial que está faltando.
Em algumas Universidades que tem se dedicado a desenvolver esta área, a quantidade de alunos matriculados em cursos à distância cresce mais a cada ano do que em cursos presenciais.
Dentro de pouco tempo teremos algumas Universidade brasileiras com mais matriculas em cursos à distância do que nos presenciais.
Muitas reflexões são cabíveis: talvez a primeira seja sobre a qualidade. O material didático que tenho visto em ensino a distancia é em geral melhor do que o apresentado pelos professores no presencial. Estou me referindo ao usado na aula e naquele distribuído aos alunos.
Posso me enganar, mas pelo que vi os alunos matriculados em cursos à distância costumam ser mais estimulados a ler do que os nos presenciais. A leitura de livros, elemento indispensável para a aprendizagem, está mais bem contemplada nos cursos a distância do que nos presenciais: os “tablets” podem até ajudar na sua ampliação.
Outro aspecto que pode ser levantado no quesito qualidade, diz respeito ao atendimento ao aluno: eu tenho experimentado exercer a função denominada “professor online” e tenho percebido que os alunos mais interessados chegam a se comunicar comigo mais de três vezes por semana, com suas perguntas, textos postados em fóruns e questionamentos durante o estudo do material didático. Não os percebo distantes e acho que eles não me percebem ausente.
Muitos trazem questionamentos que mostram seu pouco preparo para enfrentar a disciplina e outros fazem perguntas de um nível bastante alto. Numa sala de aula, um ou outro acabaria por se intimidar em fazer suas perguntas.
Não me parece incomum que um aluno que começa o curso com menos base do que a média consiga, pelo seu esforço, se recuperar e ultrapassar as barreiras e se posicionar entre os melhores da turma. Será que nos cursos presenciais isso é comum? Creio que não: o mais provável é aquele que está mais atrás desistir.
Vocês devem estar pensando que sou um entusiasta do ensino pela Internet e que por isso só vejo os lados positivos desta modalidade. Francamente, isso é parcialmente a verdade: acredito nesta forma de aprendizagem e creio que o progresso do ensino a distância até hoje já o fez ficar em pé de igualdade com o presencial, em termos de qualidade.
A questão é que, graças ao progresso tecnológico, o ensino a distância ainda vai evoluir muito, enquanto que o presencial cada vez mais encontra barreiras, até mesmo fora de seu escopo: por exemplo, a dificuldade de locomoção nas cidades, praticamente gera uma equação em que se gasta mais tempo no trânsito do que em sala de aula!
Enquanto isso, o ensino a distância já está se preparando para colocar os alunos e professores se comunicando ao vivo, a um custo baixo e com uma qualidade elevada. A experiência de bons profissionais pode ganhar uma roupagem didática por especialistas em educação, produzindo programas adequados a essa modalidade de transmissão e acesso ao conhecimento.
Não entendo que o ensino presencial vá acabar ou que os alunos não mais irão à escola ou à universidade. A solução do ensino tende a compatibilizar as duas modalidades, reservando à parte presencial o que realmente ela possa trazer de melhor. Talvez se torne comum, nesse ambiente hibrido para o qual imagino estarmos caminhando, que os alunos compareçam a escola para se reunir com o professor e debater soluções com os colegas para um estudo de caso ou para fazer trabalhos práticos que requerem o diálogo.
Os empreendedores que cuidam da educação e do planejamento de escolas e universidades devem aprofundar sua maneira de ver a forma como serão usados os recursos para o processo de aprendizagem dos seus alunos. Este pode ser o diferencial que está faltando.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Crise, Descontinuidade e Inovação
Sem dúvida estamos em uma crise que não é somente devida a um fator. Trata-se de um contexto em que as pessoas esperam que se chegue a um novo equilíbrio mundial, com lideranças que representem melhor as aspirações relativas à vida das pessoas e ao meio ambiente, contemplando consequências nos hábitos de consumo em todos os níveis, mas, ao mesmo tempo, trazendo à luz uma partilha mais democrática do trabalho, dos bens e dos benefícios que a tecnologia pode proporcionar. Vejam que este ambiente inclui fatores como maior longevidade das pessoas, requerendo revisão dos critérios de aposentadorias.
Enfim, uma grande mudança, em muitas dimensões de difícil compatibilização, isto é, abrangendo variados aspectos ou ângulos, cada um deles com seus conceitos, regras e níveis de aceitação em cada país, compondo um quadro complexo e que necessita formar um todo viável para que possa funcionar.
Este é o ambiente mais rico para empreender. Ao mesmo tempo, ele prenuncia que estamos diante de uma descontinuidade no conjunto de valores e regras da sociedade, abrindo uma nova visão de soluções onde existem muitas possibilidades. Praticamente, poderíamos pensar em uma espécie de revolução social, na qual os ferimentos talvez não venham a ser produzidos por armas, mas pelas dificuldades das pessoas e das instituições de se adaptarem a um novo referencial para suas vidas. Perdas e ganhos vão coexistir nessa nova sociedade em formação.
O centro do poder vai estar na capacidade de inovar e encontrar as soluções viáveis e implantáveis na vida das pessoas. Por exemplo, um novo referencial vai ser necessário para o atendimento de saúde: deverá levar em conta as opções oferecidas pelo progresso da ciência e da tecnologia, com as limitações de custo que deverão ser compatibilizados. Por outro lado, deverá levar em conta valores éticos e religiosos que poderão se confrontar com a evolução cientifica; do mesmo modo, a indústria farmacêutica terá que se remodelar para este novo cenário, em que a exploração de uma solução medicamentosa não poderá ser mantida por tempo muito longo.
No campo da alimentação humana já se percebe uma movimentação intensa nos Estados Unidos pela modificação da dieta das pessoas, com vistas a evitar os temíveis males da obesidade e das doenças resultantes do excesso de gordura, sal e açúcar.
Em educação, a escola terá de renovar com a perspectiva de uso das novas tecnologias de aprendizagem e dos recursos que a mídia pode aportar. Nas comunicações não podemos deixar de perceber que a informação chega a cada momento, por diversas vias: o jornal diário é apenas mais uma fonte, mas ainda pode ser um espaço para reflexões e para discussão dos temas de interesse das comunidades.
Não há mais o ambiente que vínhamos vivendo até agora. Precisamos reinventar um novo mundo. A crise é essa e não apenas da limitação da dívida de uma nação rica ou da solução da inadimplência de um país de bloco que une economias desiguais, nem mesmo de um continente que sofre com a falta de recursos mínimos para a vida de sua população. É uma crise maior, talvez até superior àquela que tivemos na passagem do mundo da idade média para a época moderna.
Enfim, uma grande mudança, em muitas dimensões de difícil compatibilização, isto é, abrangendo variados aspectos ou ângulos, cada um deles com seus conceitos, regras e níveis de aceitação em cada país, compondo um quadro complexo e que necessita formar um todo viável para que possa funcionar.
Este é o ambiente mais rico para empreender. Ao mesmo tempo, ele prenuncia que estamos diante de uma descontinuidade no conjunto de valores e regras da sociedade, abrindo uma nova visão de soluções onde existem muitas possibilidades. Praticamente, poderíamos pensar em uma espécie de revolução social, na qual os ferimentos talvez não venham a ser produzidos por armas, mas pelas dificuldades das pessoas e das instituições de se adaptarem a um novo referencial para suas vidas. Perdas e ganhos vão coexistir nessa nova sociedade em formação.
O centro do poder vai estar na capacidade de inovar e encontrar as soluções viáveis e implantáveis na vida das pessoas. Por exemplo, um novo referencial vai ser necessário para o atendimento de saúde: deverá levar em conta as opções oferecidas pelo progresso da ciência e da tecnologia, com as limitações de custo que deverão ser compatibilizados. Por outro lado, deverá levar em conta valores éticos e religiosos que poderão se confrontar com a evolução cientifica; do mesmo modo, a indústria farmacêutica terá que se remodelar para este novo cenário, em que a exploração de uma solução medicamentosa não poderá ser mantida por tempo muito longo.
No campo da alimentação humana já se percebe uma movimentação intensa nos Estados Unidos pela modificação da dieta das pessoas, com vistas a evitar os temíveis males da obesidade e das doenças resultantes do excesso de gordura, sal e açúcar.
Em educação, a escola terá de renovar com a perspectiva de uso das novas tecnologias de aprendizagem e dos recursos que a mídia pode aportar. Nas comunicações não podemos deixar de perceber que a informação chega a cada momento, por diversas vias: o jornal diário é apenas mais uma fonte, mas ainda pode ser um espaço para reflexões e para discussão dos temas de interesse das comunidades.
Não há mais o ambiente que vínhamos vivendo até agora. Precisamos reinventar um novo mundo. A crise é essa e não apenas da limitação da dívida de uma nação rica ou da solução da inadimplência de um país de bloco que une economias desiguais, nem mesmo de um continente que sofre com a falta de recursos mínimos para a vida de sua população. É uma crise maior, talvez até superior àquela que tivemos na passagem do mundo da idade média para a época moderna.
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